Doença de Peyronie em São José do Rio Preto: Curvatura Peniana Adquirida

Curvatura peniana adquirida: entenda sintomas, fases, diagnóstico e tratamento da doença de Peyronie com o urologista Dr. Rodrigo Bomfim em Rio Preto.

Revisado por Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro, CRM-SP 168839 · Atualizado em 15 de setembro de 2026

A doença de Peyronie é a formação de uma placa de tecido fibroso na túnica do pênis que causa curvatura adquirida, dor na ereção e, em parte dos casos, dificuldade na relação. Tem uma fase ativa, com dor e curvatura em mudança, e uma fase estável. Em São José do Rio Preto, o Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro avalia a fase, o grau da curvatura e a função erétil antes de indicar o tratamento.

O que é a doença de Peyronie

A doença de Peyronie é uma condição em que se forma uma placa de tecido fibroso, semelhante a uma cicatriz, na túnica albugínea, a camada que envolve os corpos cavernosos do pênis. Durante a ereção, a região da placa não se expande como o restante do tecido, e o pênis passa a curvar para o lado da placa. Além da curvatura, podem surgir afinamento em um ponto (aspecto de "ampulheta"), encurtamento e dor durante a ereção.

A causa não é totalmente conhecida. A hipótese mais aceita envolve microtraumas repetidos durante a relação sexual em homens com predisposição a uma cicatrização exagerada. Diabetes, tabagismo, disfunção erétil e algumas condições do tecido conjuntivo estão entre os fatores associados.

Sintomas mais comuns

  • Curvatura do pênis ereto que não existia antes, para cima, para baixo ou para um dos lados.
  • Nódulo ou área endurecida palpável no corpo do pênis.
  • Dor durante a ereção, mais comum nos primeiros meses.
  • Afinamento ou "estrangulamento" em um ponto do pênis ereto.
  • Perda de comprimento percebida pelo paciente.
  • Dificuldade ou impossibilidade de penetração, nos casos de curvatura mais acentuada.

As duas fases da doença

Entender em que fase o paciente está é o ponto central da conduta, porque o que é indicado em uma fase pode não ser na outra.

Fase ativa × fase estável da doença de Peyronie
CaracterísticaFase ativa (inflamatória)Fase estável (crônica)
Duração típicaPrimeiros 6 a 18 mesesApós a estabilização
Dor na ereçãoFrequenteCostuma desaparecer
CurvaturaPode piorar ou mudarSem mudança por pelo menos 3 meses
Objetivo do cuidadoControlar a dor e acompanhar a evoluçãoCorrigir a curvatura, se ela atrapalha a relação
CirurgiaEm geral não indicadaPode ser considerada, conforme o caso

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é principalmente clínico. O histórico mostra quando a curvatura surgiu, se há dor e se ela mudou nos últimos meses. No exame físico, o Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro palpa o pênis para localizar e medir a placa. Como a curvatura só aparece na ereção, fotos do pênis ereto feitas pelo próprio paciente, de frente e de lado, ajudam a documentar o grau e a direção da curvatura e a comparar a evolução entre consultas.

Em casos selecionados, o ultrassom peniano com Doppler avalia a placa, a presença de calcificação e o fluxo sanguíneo, informação importante quando há disfunção erétil associada ou quando se planeja cirurgia.

Opções de tratamento

Não existe tratamento único. A conduta depende da fase da doença, do grau da curvatura, da presença de dor, da qualidade da ereção e, principalmente, do quanto a condição atrapalha a vida sexual do paciente. Muitos homens com curvatura leve e sem dor não precisam de intervenção, apenas de orientação e acompanhamento.

Acompanhamento e tratamento clínico

Na fase ativa, o foco é controlar a dor e acompanhar a evolução da curvatura. Existem opções clínicas que são discutidas caso a caso em consulta; a escolha e a forma de uso são sempre definidas individualmente, nunca por indicação genérica.

Dispositivos de tração

Aparelhos de tração peniana, usados de forma regular por um período prolongado, podem ajudar a reduzir a curvatura e preservar o comprimento em pacientes selecionados. Exigem disciplina e orientação sobre o uso correto.

Tratamento cirúrgico

Reservado para a fase estável, quando a curvatura impede ou dificulta a relação. As técnicas incluem procedimentos que corrigem a curvatura no lado oposto à placa e procedimentos que atuam sobre a própria placa. Em homens com Peyronie e disfunção erétil que não responde ao tratamento, a prótese peniana pode tratar as duas condições ao mesmo tempo. A escolha é feita junto com o paciente, com expectativas realistas sobre resultado e comprimento.

Cirurgia na fase ativa aumenta o risco de a curvatura voltar, porque a doença ainda está em evolução. Por isso, o ideal é esperar a estabilização, geralmente comprovada por pelo menos 3 meses sem mudança na curvatura e sem dor.

Peyronie, disfunção erétil e relacionamento

A doença de Peyronie raramente é só uma questão de formato. A dor, a mudança da aparência do pênis e a dificuldade na penetração afetam a autoestima e a vida do casal, e a ansiedade gerada pode alimentar a disfunção erétil. Tratar a curvatura sem avaliar a ereção e o impacto emocional costuma trazer resultado parcial. Veja também saúde sexual e relacionamento.

Como é a consulta em São José do Rio Preto

Na Clínica Ágape Medicina, a consulta dura de 1h a 1h30 e é conduzida sem pressa e sem julgamento, reconhecendo que é um tema difícil de trazer para o consultório. O Dr. Rodrigo investiga quando a curvatura surgiu, se ainda está mudando, se há dor, como está a ereção, os fatores de risco (diabetes, tabagismo) e o impacto na relação. O exame físico localiza a placa, e as fotos trazidas pelo paciente documentam a curvatura. Ao final, o paciente sai sabendo em que fase está e quais caminhos fazem sentido para o seu caso.

Quando procurar avaliação

  • Curvatura nova do pênis ereto, principalmente se estiver piorando.
  • Nódulo ou área endurecida no pênis.
  • Dor durante a ereção.
  • Dificuldade na penetração ou perda de rigidez associada.

Notou curvatura nova ou dor na ereção? Avalie a doença de Peyronie com o Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro.

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Perguntas frequentes

Doença de Peyronie é câncer ou pode virar câncer?

Não. A placa da doença de Peyronie é um tecido cicatricial benigno, sem relação com câncer. O impacto é funcional e emocional: curvatura, dor na ereção na fase ativa e, em alguns casos, dificuldade para a penetração.

Todo pênis curvo é doença de Peyronie?

Não. Existe a curvatura congênita, presente desde a adolescência, sem placa e sem dor. A doença de Peyronie é adquirida: surge na vida adulta, geralmente com dor, nódulo palpável e mudança progressiva do formato do pênis ereto.

A doença de Peyronie melhora sozinha?

A dor da fase ativa costuma diminuir com o tempo, mas a curvatura raramente desaparece sozinha. Em parte dos pacientes ela se estabiliza; em outros, piora durante a fase ativa. Por isso o acompanhamento nessa fase é importante, mesmo antes de qualquer tratamento definitivo.

Quando a cirurgia é considerada?

Em geral apenas na fase estável, quando a curvatura está sem mudanças por pelo menos alguns meses e dificulta ou impede a relação sexual. A técnica depende do grau da curvatura, do comprimento peniano e da qualidade da ereção, e é discutida individualmente em consulta.

Peyronie causa disfunção erétil?

Pode estar associada. A placa pode prejudicar a rigidez em parte dos casos, e a ansiedade gerada pela curvatura também afeta a ereção. Por isso a avaliação inclui a função erétil, que muda o plano de tratamento.

Como é a consulta de Peyronie com o Dr. Rodrigo?

A consulta dura de 1h a 1h30 na Clínica Ágape Medicina. Inclui histórico de quando a curvatura surgiu, se há dor, se mudou nos últimos meses, como está a ereção e o impacto na relação, além do exame físico para palpar a placa. Fotos do pênis ereto feitas pelo paciente ajudam a documentar a curvatura.

Fontes e referências

Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro — Formação e Credenciais

O Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro é urologista com foco em andrologia, dedicado ao diagnóstico e tratamento de fertilidade masculina, saúde hormonal e saúde sexual, com consultas de longa duração para investigação clínica aprofundada.

  • Graduado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (2009 a 2014).
  • Residência em Cirurgia Geral e Urologia pela Santa Casa de São José do Rio Preto.
  • Pós-graduação em Cirurgia Minimamente Invasiva em Urologia pelo Hospital Sírio-Libanês.
  • Pós-graduando em Saúde Sexual Masculina pelo MESH, com o Dr. Eduardo Miranda.
  • CRM-SP 168839.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Rodrigo Bomfim Ribeiro. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

Onde fica o consultório em São José do Rio Preto

Clínica Ágape Medicina · Rua Lázaro de Camargo Emke, 1933, Jardim Alvorada, São José do Rio Preto - SP, CEP 15020-080. Abrir no Google Maps

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